15.3.06

A Guerra Colonial - entrevista

Durante o regime autoritário de Salazar, as colónias portuguesas estavam dependentes do governo de Lisboa. Nas colónias de Angola, Moçambique e Guiné, as populações queriam tornar-se independentes. Uma vez que as negociações não tiveram efeitos, as populações organizaram-se em grupos de guerrilha e lutavam para ter a independência, enfrentando o exército português que, entretanto, Salazar enviou para estas colónias. Este exército era composto por jovens que foram obrigados a prestar serviço militar. Muitos deles morriam nas emboscadas ou nos rebentamentos de minas. A guerra colonial acabou em 1974, após a revolução do 25 de Abril. Foi uma guerra injusta porque os soldados tinham de combater e muitos não percebiam o sentido daquela guerra. Para percebermos melhor como tudo se passou, a professora de História pediu que quem conhecesse pessoas que tinham estado na guerra, lhes fizesse uma entrevista. Esta foi uma entrevista que eu fiz a um antigo combatente da guerra colonial.

P: -Em que colónia portuguesa prestou serviço militar?
R: -Em Angola.
P: -Em que ano «foi mobilizado» (isto é, partiu para essa colónia)?
R: -Em 18 de Outubro de 1969
P: -Que idade tinha?
R: -21 anos
P: -Quanto tempo lá permaneceu?
R: -25 meses
P: -Em que lugares esteve «colocado»?
R: -Na região dos Dembus.
P: -Esses lugares eram zona de guerra?
R: -Sim. Era da zona da FNLA (Frente Nacional Libertação da Angola).
P: -Participou nalguns combates?
R: -Sim. Em três.
P: -Havia muita diferença entre o armamento e o equipamento dos portugueses e o dos guerrilheiros?
R: -Sim. As nossas armas eram melhores. Mas eles tinham boa técnica de guerrilha.
P: -Pode descrever algum dos combates em que participou?
R: -Sim. O primeiro combate. Este começou às 6:15h da tarde e morreram
2 portugueses.
P: -O que o impressionou mais na guerra colonial?
R: -A vontade de me vingar.
P: -Acha que a participação na guerra colonial influenciou a sua vida futura?
R: -Sim. Sinto ódio por não nos terem reconhecido nos símbolos portugueses.
P: -Tem fotos da sua permanência no ultramar?
R: -Sim.

Conclusão: Pelos relatos e várias imagens fiquei com a ideia que esta vivência marcou negativamente a vida deste ex-combatente da guerra colonial.
Entrevista realizada por Sara Fernandes, 6º Ano
As fotos:

2 Comments:

At 1.4.06, Anonymous Clara 5.ºB disse...

Bom trabalho, Sara!!!
PPAARRAABBÉÉNNSS!!!!

 
At 16.11.06, Anonymous Anónimo disse...

devias ter la fikado

 

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